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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Austrália: Ministro da Energia apresenta unidades de sistema pioneiro de aproveitamento da energia das ondas

Mäyjo, 25.03.15

O Ministro da Energia australiano, Ian Macfarlane, apresentou, em abril do ano passado, as três unidades principais do sistema pioneiro de aproveitamento de energia das ondas CETO 5 desenvolvido pela empresa Carnegie Wave Energy Limited no âmbito do projeto Perth Wave Energy Project.

Trata-se de dois engenhos flutuantes com 11 metros de diâmetro denominados Acionadores Flutuantes CETO 5 (CETO 5 Buyoant Actuators) que utilizam a energia do movimento das ondas para bombear água a alta pressão por tubagens até à costa, onde é utilizada para produzir eletricidade limpa através da ativação de turbinas e geradores.

Para além da energia elétrica produzida sem emissões de carbono, a água a altas pressões também é utilizada para produzir água doce a partir de água do mar através de uma tecnologia de dessalinização por osmose inversa.


“Os flutuadores estão agora a ser equipados com instrumentos e sistemas de libertação de energia antes da montagem das amarras, das bombas e da fundação”, revela a Carnegie Wave Energy em comunicado.

Seguir-se-ão os testes ao sistema em terra antes da instalação ao largo da ilha de Garden Island, no estado da Austrália Ocidental, estando previsto que entre em funcionamento nos próximos meses, produzindo energia para suprir as necessidades da maior base naval australiana (HMAS Sitrling), instalada na ilha, bem como água potável.

A Carnegie Wave Energy informa no seu website que o seu sistema CETO é único no mundo na medida em que utiliza flutuadores que operam debaixo de água e que geram energia e, simultaneamente, produzem água doce.

“O projeto da Carnegie Wave Energy é um ótimo exemplo da capacidade inventiva dos australianos”, afirmou Ian Macfarlane. “A Carnegie tem demonstrado empenho a longo prazo no desenvolvimento desta tecnologia” e “estou muito satisfeito que tenham chegado à fase de final do processo”.

“Quando implementado a maior escala, este tipo fonte de energia alternativa terá um papel importante na redução das emissões de carbono, tanto na Austrália, como noutros países”, acrescentou o membro do governo australiano.

Por seu lado, Ivor Frischnecht, da Australian Rewewable Energy Agency, que financiou com 13,1 milhões de dólares o projeto de 70 milhões de dólares australianos, afirmou “Os recursos de energia das ondas da Austrália ao longo das nossas costas Sul e Sudoeste estão entre os melhores no mundo e, o que é mais importante, podem ser previstos de forma fidedigna com vários dias de antecedência”.

“Existe um grande potencial para a energia das ondas na Austrália a longo prazo, com uma gama de tecnologias australianas competitivas a ser desenvolvida para comercialização”, concluiu o responsável.

Fontes: http://www.theguardian.com, http://www.carnegiewave.com e Carnegie Wave Energy - CI

MAPBOX MOSTRA PLANETA EM TEMPO REAL

Mäyjo, 25.03.15

mapbox_SAPO

No Google Earth é sempre Verão – e está sempre sol. A ferramenta é fascinante e viciante, mas está longe de ser uma alternativa para quem quer saber com o que pode contar, em termos meteorológicos, em diferentes partes do mundo.

Foi este o ponto de partida para o lançamento da Mapbox, um projecto que utiliza o satélite Landsat 8, da NASA, para revelar a superfície do Planeta, em tempo real e com uma resolução incrível.

“É algo que não existia antes”, explicou ao City Lab Camilla Mahon, engenheira de imagens na Mapbox e que ajudou a lançar o projecto. “Esta é uma das maneiras mais rápidas de conseguirmos arranjar as imagens, e é isso que nos permite fazer tudo em tempo real. Todos têm interesse em ver o mundo tal como ele está num determinado momento”.

Todos os locais visualizados têm 16 ou menos dias. As etiquetas que indicam as cidades ou as estradas foram incluídas através do software gratuito OpenStreetMap. “Todos têm os dados para fazer este tipo de mapa. Estamos a tentar um ecossistema onde a imagem geoespacial possa ir para um mapa e ser utilizada imediatamente”, explicou Charlie Loyd, engenheiro da Mapbox.

Segundo Loyd, dentro de cinco anos os mapas em tempo real serão tão comuns como vídeos no YouTube. “Agora ainda parecem futuristas”, concluiu.

Um Google Earth em tempo real?

 

AZEITE RECICLADO UTILIZADO COMO COMBUSTÍVEL DE VOO ENTRE XANGAI E PEQUIM

Mäyjo, 25.03.15

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A companhia aérea Hainan Airlines utilizou, este fim-de-semana, azeite recolhido de restaurantes como combustível de um voo comercial entre Xangai e Pequim, na China. O voo regular, feito com um Boeing 737 e com uma centena de passageiros a bordo, partiu no sábado de Xangai e chegou a Pequim utilizando biocombustível elaborado pela refinaria chinesa Sinopec com azeite de cozinha recolhido em restaurantes e reciclado, revelou a imprensa chinesa – aqui citada pelo DN.

O vice-presidente da Hainan Airlines, Pu Ming, foi o piloto do voo onde foi utilizado também combustível tradicional, numa proporção de 50%-50% para cada um dos motores.

A Hainan Airlines antecipou-se à Dragon Air, uma companhia de Hong Kong subsidiária da Cathay Pacific, que tinha anunciado para o mesmo dia um voo com idêntico combustível, mas que foi adiado por problemas com autorizações legais.

O biocombustível utilizado emite entre 50% e 80% menos dióxido de carbono que os voos com combustível tradicional e, com isto, espera-se reduzir a contaminação que gera a navegação aérea, ainda que a sua utilização actual seja pontual devido ao elevado preço.

Os primeiros aviões de passageiros que utilizaram biocombustível foram os da companhia alemã Lufthansa, em 2011, ano em que a China começou a realizar ensaios com esta tecnologia.

Foto: stuart.mike / Creative Commons

 

UMA DAS MAIORES CENTRAIS FOTOVOLTAICAS DO MUNDO EM ESPAÇO URBANO ESTÁ EM LISBOA

Mäyjo, 25.03.15

Uma das maiores centrais fotovoltaicas do mundo em espaço urbano está em Lisboa (com VÍDEO)

O Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL) é o maior mercado do País, um local onde, todos os dias, cerca de 800 operadores vendem toneladas de frutas, legumes, peixe e flores. Todos estes produtos serão consumidos por milhões de pessoas, mas acabam por provocar dados colaterais, na forma de 6.500 toneladas de resíduos por ano – 25 toneladas por dia.

Destas, como explicou ao Economia Verde Felisbela Esteves, da direcção de Manutenção e Operação do MARL, 14% são respeitantes a resíduos orgânicos, 12% são recicláveis e os restantes são indiferenciados. “O objectivo do MARL é reduzir, em grande parte, estes indiferenciados, porque o seu tratamento é mais caro”, explica a responsável.

Para conseguir atingir este objectivo, o MARL disponibiliza contentores com diferentes cores, para que os respectivos operadores separem o lixo. “Há seis ou sete anos, ninguém ligava [a isto]. Hoje, há essa preocupação”, avança a responsável.

Hoje, por outro lado, há também uma redução dos resíduos produzidos pelos operadores. “Talvez por causa da crise, eles próprios [reduziram a quantidade de produtos que trazem]. Só trazem as que sabem que vão vender”, continuou.

Para além dos esforços feitos na área dos resíduos, a polícia ambiental do MARL inclui o uso racional da água. A empresa faz monitorização de caudais, para detectar eventuais fugas e optimiza os recursos com aquilo que já tem – neste caso, um furo de água. Assim, de 2012 para 2013, o consumo de água caiu 5%.

Um dos ex-libris de sustentabilidade do MARL, porém, já tem cinco anos. O mercado tem uma das maiores centrais fotovoltaica em espaço urbano do mundo, fruto de um investimento inicial de €31 milhões. Com uma potência instalada de 6.000 MW, esta central produz electricidade suficiente para um consumo médio de três mil famílias. “O mercado tem uma enorme exposição solar e tinha espaços desaproveitados. Tínhamos, inclusive, uma subestação implementada no nosso recinto, pelo que estavam criadas todas as infra-estruturas para que o projecto [fosse desenvolvido]”, concluiu Felisbela Esteves.

O projecto continua em desenvolvimento e, em Fevereiro último, foram inauguradas mais duas centrais fotovoltaicas. O próximo passo da política de sustentabilidade do MARL será substituir todas as lâmpadas do espaço, optando por economizadoras e menos poluentes.

Veja o episódio 225 do Economia Verde.

GRONELÂNDIA: CAMADA DE TUNDRA DESCOBERTA SOB O GELO PODE AJUDAR DESVENDAR ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 25.03.15

Gronelândia: camada de tundra descoberta sob o gelo pode ajudar desvendar alterações climáticas

Em inglês, a Gronelândia é Greenland (Terra Verde). Contudo, este território que pertence à Dinamarca encontra-se coberto de gelo. De onde virá então o verde do seu nome? De acordo com uma lenda islandesa, o explorador viking Erik, o Vermelho, deu este nome ao território, depois de o descobrir no século X, para atrair colonos.

Agora, uma nova descoberta vem conferir ainda mais credibilidade ao nome. Investigadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, descobriram uma camada de tundra enterrada debaixo do manto de gelo da Gronelândia, que data de há três milhões de anos. A nova descoberta, que desafia as teorias há muito concebidas sobre o funcionamento dos glaciares, pode vir a ajudar a descortinar as alterações climáticas.

“Geralmente entende-se que os glaciares funcionam como uma lixadeira de cinta larga. À medida que se movem sobre o terreno raspam tudo – vegetação, solo e até mesmo a camada superior das rochas”, lê-se num comunicado da Universidade de Vermont, citado pelo Inhabitat.

A descoberta deste tipo de solo orgânico, preservado há três milhões de anos sob o gelo, contraria as teorias estabelecidas, provando que, em vez de erodir a paisagem, como era expectável, os mantos de gelo apenas congelam o solo. A descoberta da camada de tundra foi confirmada pelos cientistas com a descoberta de grande concentrações de berílio-10, um isótopo raro que indica que o solo se desenvolveu durante centenas de milhares ou milhões de anos.

A camada de gelo que cobre cerca de 75% do solo da Gronelândia permanece um mistério até aos dias de hoje. No último ano, os cientistas descobriram um desfiladeiro com duas vezes o comprimento do Grand Canyon enterrado sob o gelo. Outros estudos recentes indicam ainda que a camada de gelo da Gronelândia pode ter sobrevivido a muitos fenómenos de aquecimento global.

Foto:  christine zenino / Creative Commons

DEVEMOS LAVAR AS EMBALAGENS ANTES DE AS COLOCAR NO ECOPONTO?

Mäyjo, 25.03.15

Recicla-Mitos_Nuno-Markl-e-Cesar-Mourao

Devemos lavar as embalagens antes de as reciclarmos? O segundo vídeo da campanha da Sociedade Ponto Verde que desmistifica algumas das dúvidas dos consumidores no que toca à reciclagem de embalagens é bem claro: as embalagens não devem ser lavadas – seria um desperdício de água, um bem escasso – mas sim espalmadas.

“Não é necessário, nem se deve, lavar as embalagens antes de as depositar nos ecopontos, para não desperdiçar água”, explica a Sociedade Ponto Verde. “Basta escorrer bem as embalagens, espalmá-las e colocá-las no ecoponto correspondente”.

Veja o vídeo da campanha – com os protagonistas de sempre, Nuno Markl e César Mourão, e recorde também o primeiro.

 

ILHA MAIS JOVEM DO MUNDO REVELADA PELA PRIMEIRA VEZ

Mäyjo, 25.03.15

O fotógrafo Gianpiero Orbassano teve o privilégio de fotografar pela primeira vez – e provavelmente a última – a mais recente ilha do Planeta Terra, formada perto da costa de Tonga, no Pacífico Sul.

A ilha, ainda sem nome, foi formada no início do ano, quando o vulcão Hunga Tonga-Hunga Há’apai entrou em erupção debaixo de água e criou uma nova massa de terra. Orbassano, que é proprietário de um hotel em Tonga, chegou à ilha acompanhado do seu filho para perceber o seu potencial em termos turísticos.

Ainda que o local seja considerado geologicamente instável pelos cientistas, Orbassano e o filho subiram 250 metros e fotografaram o terreno da nova ilha. “Tivemos uma vista magnífica do vulcão, que agora está cheio de água verde-esmeralda, a cheirar a enxofre e outros químicos”, explicou Orbassano à ABC.

Este antigo fotógrafo profissional apaixonada por Tonga – mudou-se há 20 anos para a ilha – não conseguiu resistir a captar algumas imagens do local. “Não é todos os dias que uma ilha aparece no meio do Oceano”, explicou, acrescentando que a ilha tem um grande potencial turístico.

Segundo a BBC, a ilha manter-se-á sem nome até que se confirme se ela continuará por cá durante muito tempo. Caso ela desapareça entretanto, as fotos de Orbassano serão a única lembrança da sua existência.

A ilha mais jovem do mundo

 

Carteiro francês gasta 33 anos para construir palácio com seixos recolhidos na sua rota de distribuição de correio

Mäyjo, 25.03.15

A França tem muitos palácios, mas há um "Palais Ideal" que sobressai dos restantes, como uma obra de arte e devoção.

Ferdinand Cheval, um carteiro francês sem formação em arquitetura ou artística formal, passou 33 anos a construir essa estrutura extraordinária cimentando rochas de formas estranhas que ele encontrou ao longo de sua rota de carteiro.

A construção do palácio começou em 1879 e foi concluída em 1912. Depois de tropeçar numa pedra estranha que inspirou o seu sonho, Cheval começou a percorrer a sua rota de carteiro, de 18 milhas, com um carrinho de mão para que pudesse recolher outras rochas estranhas e seixos.

O Palácio Ideal está localizado em Hauterives, uma cidade no sudeste da França. Está aberto quase todo o ano para visitas, e também serve muitas vezes como local para concertos e exposições de arte.

Se for a França, não deve deixar de visitar esta obra DIY incrível de arte marginal!

Mais informações: facteurcheval.com | Facebook (h / t: DailyMail )

Créditos de imagem: Emmanuel Georges

Créditos de imagem:  Thierry Ollivier

Créditos de imagem:  Emmanuel Georges

Créditos de imagem: Daderot

Créditos de imagem: Marie Cardon

Créditos de imagem:  Thierry Ollivier

Créditos de imagem:  Emmanuel Georges

Créditos de imagem: Thierry Ollivier

Créditos de imagem: Wim Constantes

Créditos de imagem:  Thierry Ollivier

Visto de cima

Mäyjo, 25.03.15

Andes, Chile.jpg

Los Caracoles Pass

Los Andes, Chile

32°51’6”S 70°8’16”W

Los Caracoles Pass, traduzindo como "Caracóis Pass," está localizado numa área remota da Cordilheira dos Andes, no lado chileno da fronteira com a Argentina. A estrada sinuosa sobe até uma altitude de 10.419 pés, não tem barreiras de segurança rodoviária, e é frequentado por grandes camiões.

 

PONTE MAIS VERDE DE BARCELONA VAI TER BETÃO QUE BRILHA NO ESCURO E ABSORVE POLUIÇÃO

Mäyjo, 25.03.15

A Ponte de Sarajevo, em Barcelona, vai ser alvo de remodelações e o município catalão quer transformá-la numa infra-estrutura mais verde. Como tal, a ponte vai receber um pavimento capaz de absorver smog com LEDs incorporadas que vão brilhar no escuro e que são alimentadas a energia solar.

O objectivo da autarquia de Barcelona é transformar esta ponte numa porta de entrada chamativa para a cidade, reforçando o compromisso de sustentabilidade para com os seus habitantes. A ponte vai ainda ver a sua capacidade auto-energética aumentar e vai receber pequenos espaços verdes e locais para descansar.

A Ponte de Sarajevo é a parte mais setentrional da infra-estrutura que abrange a Avenida Meridiana, uma via rápida de entrada pelo sul da capital da Catalunha. Foi a elevação e visibilidade da ponte que motivou as autoridades locais a transformarem a estrutura num espaço eco-amigável para a cidade. A infra-estrutura vai melhorar a qualidade do ar e servir de ponto de encontro para os pedestres dos dois bairros que ladeiam a ponte, escreve o Inhabitat.

A renovação está a ser projectada pelo estúdio de arquitectura espanhol BCQ e a grande aposta será no betão fotocatalítico, um material de auto-limpeza que oxida os poluentes atmosféricos e purifica o ar.

 

A ponte mais verde de Barcelona

 

HÁ 75 DIAS QUE A COSTA RICA SÓ UTILIZA ENERGIAS RENOVÁVEIS

Mäyjo, 25.03.15

A água é a principal fonte de energia da Costa Rica.

Há 75 dias que a Costa Rica não precisa de combustíveis fósseis para alimentar nenhuma das suas necessidades de eletricidade, de acordo com o Quartz. Segundo o site, as chuvas intensas que ocorrem desde o início do ano têm levado as hidroelétricas costa-riquenhas a produzir quase todas a eletricidade do país.

Com a ajuda da energia geotérmica, solar e eólica, o resultado é 100% de energia renovável a alimentar as casas e empresas do país da América Central. É certo que existem alguns factores que contribuem para esta situação – o país tem apenas cinco milhões de habitantes e não é industrialmente desenvolvido, ou seja, não precisa de uma quantidade exagerada de energia para sobreviver – mas não deixa de ser uma grande notícia para o pequeno país.

Por outro lado, os diversos vulcões existentes no Costa Rica acabam por ajudar na aposta das renováveis.

Perto da Costa Rica, um pequeno território controlado pela Holanda, Bonaire, funciona praticamente a 100% de energias renováveis, devido a um recurso improvável, as algas. Porém, a ilha é habitada por meras 15.000 pessoas, o que facilita a gestão da energia.

Para retirar a Costa Rica da sua dependência da chuva, o Governo aprovou um investimento de €880 milhões num projecto geotérmico – o financiamento provém, sobretudo, do Japão e do Banco Europeu de Investimento. Porém, a Costa Rica investe vários milhões noutras fontes de energia renovável. Uma das razões para este investimento tão grande – para um país tão pequeno – prende-se com poupanças noutras áreas, como a da defesa: a Costa Rica não tem exército desde 1948.

Foto: Steve Jurvetson / Creative Commons

A AURORA BOREAL QUE TINGIU OS CÉUS MUNDIAIS

Mäyjo, 25.03.15

Na noite de terça para quarta-feira da semana passada, os céus das latitudes mais extremas do planeta foram tingidos por luzes coloridas no fenómeno que dá pelo nome de Aurora Boreal, no Hemisfério Norte, e de Aurora Austral, no Hemisfério Sul. O fenómeno foi provocado por uma tempestade solar severa, que ao interagir com o campo geomagnético terrestre deu origem às luzes coloridas.

Habitualmente, no Hemisfério Norte, a Aurora Boreal consegue ser apenas vista acima do Círculo Polar Árctico, mas a intensidade da tempestade desta semana fez com que o fenómeno pudesse ser observado em locais onde não costuma ser possível. A tempestade solar foi a mais forte desde o outono de 2013, tendo sido classificada com um quatro numa escala que vai até cinco, de acordo com a agência norte-americana dos oceanos e da atmosfera, escreve o Daily Mail.

As auroras são provocadas quando partículas com carga eléctrica provenientes do Sol interagem com a atmosfera terrestre. Estas tempestades, designadas por geomagnéticas, ocorrem quando o vento solar ou nuvens do campo magnético atingem o campo magnético da Terra. Normalmente, as partículas com carga eléctrica provenientes do Sol são reflectidas pela atmosfera terrestre mas algumas conseguem penetrar e colidem com partículas de gás. Estas colisões emitem luz, luzes essas dão origem ao fenómeno das auroras.

Uma vez que a tempestade solar foi de elevada intensidade, as auroras tornaram-se mais fortes e foram vistas em regiões abaixo do Círculo Polar Árctico. No caso da tempestade desta semana, a Aurora Boreal foi avistada nos estados mais a norte dos Estados Unidos, em grande parte dos países nórdicos e em muitos países da europa central e no Reino Unido – onde o avistamento do fenómeno é raro.

Perante o fenómeno de grande intensidade e incomum em vários países foram muitas as objectivas, profissionais e amadoras, que estiveram apontados para os céus nas últimas noites.

Uma Aurora Boreal invulgar

Os 10 desastres naturais mais mortais de todos os tempos

Mäyjo, 25.03.15

Quais foram os piores desastres naturais?

Se pensas que Pompeia se classifica num lugar perto do topo dos piores desastres naturais de todos os tempos, isso não é verdade.

Embora o número de mortos, ao longo da história, nem sempre tenha podido ser confirmado (e também não contam toda a história), estes 10 eventos terminaram tragicamente e alteraram vidas como nenhuma outra catástrofe natural.

Vista de Serjilla

10- Terramoto de Aleppo, Síria (1138)

Não se ouve falar muito sobre a linha de falha do Mar Morto nos dias de hoje, provavelmente porque essa região tem um monte de problemas não-tectónicos que dão maior preocupação. Mas em 1138, ela balançou e destruiu a cidade de Aleppo, no norte da Síria, e deu início a quase um ano de atividade sísmica na região. A maioria das pequenas cidades e instalações militares foram destruídas, e estima-se que tenham morrido 230 mil pessoas.

9- Terremoto e tsunami no Oceano Índico (2004)

Provavelmente o único evento na lista que a maioria de nós se lembra, esta tragédia é especialmente notável porque ele ocorreu numa área de cabanas de barro e telhados de palha, numa era de tecnologia e arquitetura avançadas. O que começou em 26 de dezembro como um terremoto submarino de 9.3 de magnitude, ao largo da Indonésia, tornou-se um tsunami feroz que correu em direção às costas de 11 países diferentes. Não foram só 225 mil pessoas que morreram; mais de um milhão ficaram desalojadas, tornando este o tsunami mais mortal da história.

 

Sem título.jpg

8- Terramoto de Antioch, Turquia (526)

As pessoas gostam de falar sobre desastres de proporções bíblicas, mas este realmente ocorreu durante os tempos bíblicos, ou pelo menos perto o suficiente – foi o único desastre em grande escala que ficou registado durante o primeiro milénio. Apesar de os centros populacionais não serem tão densos, naquela época, este terramoto de magnitude 7,0 - que ocorreu em algum momento entre 20 e 29 maio - estima-se que matou cerca de 250.000 pessoas em Antioquia, na Síria. Os incêndios que se seguiram destruíram os poucos edifícios que resistiram e os esforços de socorro foram dificultados por um ano e meio de novos tremores.

Arquivo: 1920 Gansu earthquake.png

7- Terremoto Gansu, China (1920)

Este terramoto, que atingiu 7,8 na escala de Richter, derrubou todos os edifícios não em uma, mas em duas cidades, e abriu mais de 100 km de linha de falha. O maior dano, no entanto, foi feito pelos deslizamentos de terra que se seguiram, que enterraram cidades inteiras e retardaram os esforços de socorro. Tudo somado, este terramoto foi responsabilizado por 230000 a 273000 mortes, tornando-se o segundo mais mortífero do século XX. Mais tarde, foi rebatizado de Terramato Haiyuan, após ter matado cerca de 60% da população da região chinesa  com esse nome.

6- Terramoto de Tangshan, China (1976)

Este, na verdade, é o terramoto mais mortal do século XX, e provou mais uma vez que o que faz os terramotos tão letais nem sempre é a própria força, mas as infraestruturas da área que atinge. O evento atingiu 7,8 graus de magnitude, durante a noite de 28 de julho, e destruiu 92 por cento dos edifícios residenciais na cidade que tinha mais de um milhão de habitantes.

Comida, água e outros recursos tornaram-se escassos enquanto os sobreviventes trabalharam para resgatar as pessoas dos escombros. Como as estradas ficaram destruídas, os carris do comboio dobrados e as pontes ruíram, a ajuda demorou muito para chegar. Quase um quarto de milhão de pessoas morreram, ou durante o terremoto, ou nos dias seguintes, alguns de fome, alguns de desidratação, e outros ainda com doenças que foram surgindo quando os corpos já enterrados ficaram expostos pela chuva levou a terra.

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5- Ciclone Coringa, Índia (1839)

No final de XVIII e início do século XIX, Coringa era uma grande cidade portuária indiana, na foz do rio Godavari. Isto foi, até à noite de 25 de Novembro de 1839, quando um ciclone trouxe uma tempestade 40 pés que desabou sobre a cidade; destruiu 20.000 navios e matou cerca de 300.000 pessoas, muitas das quais foram arrastadas para o mar. Coringa nunca foi capaz de se reconstruir e o que já foi um movimentado porto, é agora apenas uma pequena aldeia.

4- Ciclone Bhola, Bangladesh (1970)

Pobre Bangladesh. Esta nação ao nível do mar (e, ocasionalmente, abaixo), na Baía de Bengala, parece ser perpetuamente atingida por desastres naturais. Mas nenhum foi mais devastador do que a tempestade que a atingiu em 11 de novembro de 1970. Com picos que se estendiam até 30 pés, este ciclone bateu o delta do Rio Ganges com ventos de 140 mph e causou estragos graças a uma maré mais alta do que a média. Por causa da extrema pobreza da região (e falta de efetivo sistema/ comunicação de alerta precoce) ninguém foi capaz de alertar a população que vivia junto à costa, e o resultado foi quase meio milhão de mortes.

QUAL FOI a dados em Que Morreu Mais gente no Mundo?

3- Terramoto Shaanxi, China (1556)

Mesmo sem coisas extravagantes como Escalas de Richter e contagens oficiais de óbitos no século XVI, os historiadores estimam que este terramoto na China, ocorrido na noite de 28 de janeiro terá tido entre 8,0 - 8,5 de magnitude.

Não está sequer perto do mais forte de sempre, mas porque atingiu uma área densamente povoada numa época antes das regras de construção antissísmica, a destruição foi enorme.

Ravinas com sessenta pés de profundidade apareceram instantaneamente e engoliram algumas das mais de 800.000 pessoas que morreram no desastre. Huaxian, uma cidade perto do epicentro, perdeu todos os seus edifícios e metade de sua população.

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2- Inundação no Rio Amarelo, China (1887)

O Rio Amarelo, que corre ao longo 3,000 mi através do país mais populoso do mundo, tem sido responsável por mais mortes do que todas as outras inundação fluviais do mundo, combinadas. Mas nenhum dilúvio foi mais mortal do que o de 1887.

Devido à quantidade de lodo que se acumula, o leito do rio, muitas vezes sobe bastante e ultrapassa o nível dos diques construídos por fazendeiros locais. E em 1887, a cheia crescente combinou-se com chuvas torrenciais para quebraram os diques perto da cidade de Zhengchou. A água inundou rapidamente ao longo de 50000 milhas quadradas de planícies baixas, deixando dois milhões de desalojados e acabou conduzindo a uma estimativa de 1 a 2 milhões de mortes.

Bundesarchiv Bild 102-12231, China, Überschwemmungsopfer.jpg

1- Inundações no Rio Yangtze, China (1931)

No topo da lista dos piores desastres naturais de todos os tempos temos as inundações do rio Yangtze.

você não pode apenas causar estragos em uma só penada. Você tem que ficar por aqui por um tempo. E fez exatamente isso,

Começaram chuvas torrenciais em abril de 1931 que continuaram até julho. A água cobriu 500 milhas quadradas, obrigou a que mais de meio milhão de pessoas tivesse de sair de suas casas e destruiu as plantações de arroz que ajudariam a alimentar uma das áreas mais povoadas do mundo, causando depois fome generalizada por meses. Disenteria e outras doenças com origem na água mataram mais alguns milhares, e como não há número oficial de mortos, as estimativas variam entre 2 e 3 milhões.